A pobreza não se reduz apenas às privações materiais, a pobreza atinge igualmente o campo cidadão, moral e político. A pobreza, muito mais do que falta de comida, habitação ou afins, é carência de direitos, de possibilidades e de esperança (YASBECK, 1996, p. 63).

 

 

As tendências mundiais impõem desafios aos governos para colocarem nas suas pautas e agendas temáticas, problemas que não são recentes, mas, tomaram diferentes rumos se tornando assuntos que chegam a todos os lugares do mundo, fazendo parte das distintas realidades: a pobreza e as desigualdades.

Nesse cenário, o Brasil, se apresenta como um país desigual que não consegue prover aos seus cidadãos seus direitos fundamentais, conforme preconiza a Constituição Federal de 1988: a construção de uma sociedade livre, justa e igualitária; a garantia do desenvolvimento nacional; a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades sociais e regionais; e promover o bem de todos, sem preconceitos de origem: raça, sexo, cor, idade, e qualquer outra forma de discriminação.

Ainda assim, o ranking de solidariedade publicado recentemente pelo World Giving Index – WGI, nos encheu de orgulho e esperança: o Brasil subiu de 54º para 18º posição entre os 119 países que fazem parte do painel.

Neste artigo trazemos a pauta desenvolvida ao longo de um dos painéis temáticos exclusivos organizados pela Secretaria Executiva para as associadas da #redecbve, no qual discutiu-se a relevância do posicionamento correto das narrativas para uma comunicação de impacto e, neste contexto, a necessidade de fortalecer-se o entendimento do socorro aos que mais precisam pela perspectiva da Política Nacional de Assistência Social e dela aproximar a ação do voluntariado empresarial.

Para esta edição, que segue a linha editorial adotada desde 2021, que privilegia a diversidade de olhares e escritas sobre os temas retratados, convidamos Marcella Gavinho, Assistente Social, Coordenadora de Projetos Sociais no Cieds, para organizar e assinar esta publicação com o CBVE. Ela nos mostra que foi a crítica e a superação da perspectiva do assistencialismo que nos levou à base ética e política referenciada em direitos na qual se assentam a Constituição, a Lei Orgânica da Assistência Social e o Sistema Único de Assistência Social, para mencionar apenas alguns de seus instrumentos legais que precisam ser mais conhecidos e reconhecidos. Tanto porque estabelecem prerrogativas e obrigações para diferentes atores sociais como pessoas, famílias, a sociedade, e o Estado, quanto porque definem os espaços e mecanismos de participação da sociedade para que, de fato, as políticas possam se tornar públicas e não apenas governamentais.

Para contextualizar os leitores na compreensão da pauta da assistência social, iniciamos o artigo com um panorama de reflexões e provocações sobre ação voluntária, benemerência, e promoção de direitos, implicando tais ações e especificidades no contexto da pandemia, na atualidade e relevância da temática para o voluntariado corporativo, para o mercado, para o cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS, e das práticas ESG.

 

 

 

O CBVE – Conselho Brasileiro de Voluntariado Empresarial

Nós somos uma #rede de empresas, institutos, fundações e confederações conectadas pelo voluntariado e pelo bem que ele promove. Nossos encontros e trocas geram conteúdo relevante sobre voluntariado empresarial que compartilhamos com a sociedade. Inspiramos outras pessoas e organizações a alinharem esforços em nome de um futuro compartilhado que não deixe ninguém para trás. Possuímos 21 entidades associadas e a organização da sociedade civil CIEDS realiza sua Secretaria Executiva. 

O CIEDS – Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável

Parceira técnica da #redecbve, sendo responsável pela coordenação da Secretaria Executiva do Conselho. Com foco na construção de #redes para a prosperidade, têm em sua carteira mais de 620 projetos realizados, 10.000 voluntários mobilizados, mais de 2 milhões de beneficiários diretos e quase 4 mil comunidades apoiadas. Suas ações concentram-se em quatro eixos: a) Educação; b) Inclusão Social e Bem-Estar; c) Empreendedorismo; e d) Engajamento Comunitário

#RedesParaaProsperidade

 

Para mais informações:

Carolina Müller

carolinamuller.rj@cieds.org.br

(21) 98105-2448