Solidariedade é a palavra de ordem para muitas empresas e é por meio dela que se cria uma cultura organizacional sustentável. É dessa forma que, ao realizar ações solidárias, transformam a comunidade, inspiram boas práticas e trazem mais alegria para todos os envolvidos. Isso desperta interesse e admiração por parte dos colaboradores, que se sentem mais integrados com a organização e seus projetos e envolvidos com a cultura e os valores presentes nela.

Apesar de ocorrerem durante o ano todo, as ações solidárias se intensificam no Natal e no Ano Novo, com a entrega de presentes para crianças carentes, asilos e instituições de caridade. Uma das empresas que realizam essas ações é a Losango, que criou em 2002 um Comitê do Voluntariado com o objetivo de disseminar a cultura e a prática da sustentabilidade social, realizando diferentes campanhas para arrecadação de recursos destinados a entidades que ajudam crianças e idosos. De acordo com a área institucional da empresa, anualmente é realizado o Bazar Voluntário que, este ano apoiará na compra das ceias de Natal e Ano Novo do Lar Dulcílio Torres. A Losango promove também a Campanha Natal da Amizade, em que os colaboradores arrecadam brinquedos, produtos de higiene, alimentos não perecíveis para apoiar algumas instituições escolhidas pela empresa, além de distribuir camisas da confraternização de fim de ano dos funcionários em troca de brinquedos para entregar às crianças no Natal.

Luiz Fernando Guggenberger, da Fundação Telefônica Vivo

O espírito natalino também está presente nas ações da Telefônica Vivo, que vão desde a adoção das cartinhas do Papai Noel junto aos Correios, até arrecadações de mantimentos para abrigos e asilos, e de rações para ONGs de animais. De acordo com o gerente de Inovação Social e Voluntariado, Luis Fernando Guggenberger, “cada um dos 37 comitês tem autonomia para escolha da atividade e formato, mas em geral, nas cidades onde estão os comitês, além de levar os presentes, os colaboradores, organizam festas nas ONGs. O público beneficiado é bem amplo: crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos e animais. As ações são organizadas desde o início do Programa de Voluntariado há quase 15 anos”.

De acordo com o executivo, essas iniciativas partiram dos próprios funcionários, que, atualmente, já somam quatro mil voluntários. “A Telefônica Vivo incentiva essas práticas e o colaborador ganha porque encontra na empresa um espaço para exercer a sua cidadania e seu senso de responsabilidade social. A empresa também ganha porque os colaboradores aumentam seu orgulho de pertencer a uma organização que se preocupa com os desafios sociais no nosso país, e desenvolvem diversas competências que refletem no seu dia a dia profissional tais como organização em equipe, liderança, gestão de projetos entre outros”, relata.
Incentivos e iniciativas

A Itaipu Binacional, também envolvida em programas de voluntariado empresarial, promove anualmente a campanha Adote uma estrelinha neste Natal, que beneficia crianças de 0 a 12 anos atendidas por instituições sociais e/ou creches municipais das cidades de Curitiba e Foz do Iguaçu. “Essa iniciativa é a mais antiga da empresa e nasceu do interesse dos próprios empregados, antes até do programa de voluntariado empresarial. Agora em 2013 está em sua 14ª edição consecutiva. O engajamento do voluntário ocorre desde seu início, com a elaboração do edital – que tem critérios estabelecidos pelos próprios empregados – até o fim, na escolha, compra, emissão de nota fiscal, prestação de contas, embalagem e entrega dos presentes”, como explica Lilian Paparella Pedro Dias, assessora de Responsabilidade Social e gestora do Programa de Voluntariado Empresarial da Itaipu Binacional.

A empresa conta com o auxílio do departamento de recursos humanos para a arrecadação do dinheiro utilizado na ação, possibilitando que os valores sejam descontados na folha de pagamento dos empregados. Ela incentiva a prática da cidadania entre seus colaboradores porque acredita que apoiando projetos e instituições sociais estará proporcionando a melhoria da qualidade de vida de pessoas e as comunidades atendidas por esses órgãos.

Marcelo Sartori, da PwC

A parceria com ONGs e projetos sociais, que levam conhecimento e educação a comunidades mais carentes, também faz parte das ações de voluntariado. No caso da PwC Brasil, o mês de dezembro marca o término dos cursos profissionalizantes ou mentorias para jovens, realizados em parceria com a ONG United Way Brasil. “O programa de capacitação dá a oportunidade do jovem se preparar melhor para o mercado de trabalho e também do voluntário desenvolver habilidades requeridas em sua vida profissional, tais, como exposição em público e  empatia, colocando-se no lugar do jovem para conseguir trazer exemplos e explicar o conteúdo partindo da realidade e referências dele”, relata  Marcelo Sartori, diretor de RH da PwC Brasil.

A empresa trabalha a estratégia de responsabilidade corporativa no mundo por meio da sua campanha de comunicação conhecida como Faço Parte. É nela que os colaboradores são incentivados a se engajarem nas ações oferecidas pela empresa para que encontre sua própria maneira de fazer parte da solução dos problemas da sociedade. Como reconhecimento, os voluntários e membros da PwC recebem o feedback de que o programa auxiliou na entrada no mercado de  trabalho e que ele fez a diferença na preparação e contratação em uma empresa.

Já os colaboradores da Losango afirmam que se sentem recompensados por ver os resultados alcançados com as ações.  “Ser voluntário significa fazer um trabalho com coração, sentir o coração tocado pela necessidade do outro e querer transformar essa realidade. E todos nós podemos fazer isso. Essa é a nossa paixão, esse é o nosso jeito de ser e essa é a nossa vontade de fazer a diferença”, explica Cristina Gama, gerente de cartões e embaixadora do Voluntariado Losango.

Fonte: Revista Melhor