Com a finalidade de aumentar o desempenho escolar em Língua Portuguesa e Matemática de alunos do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental, a Fundação Telefônica Vivo se aliou à Associação Parceiros da Educação e à Tamboro – empresa que desenvolve metodologias que utilizam tecnologias na educação – para implantar o projeto “Ludz” na cidade de São Paulo. Cinco escolas da rede pública estadual fazem parte do piloto, beneficiando mais de mil alunos.

Por meio de uma plataforma de games, o projeto pretende elevar o nível de aprendizagem dos estudantes tendo por base as habilidades e competências avaliadas nas provas do SARESP (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo). Além de se caracterizar como um recurso motivador para o aluno, o sistema privilegia uma experiência de aprendizagem individualizada através da customização do ambiente. Assim, as atividades são propostas levando-se em consideração o nível de dificuldade, o ritmo, a sequência e as ferramentas de ensino necessárias para ajudar cada aluno a aprender.

“O foco do projeto é mais na aprendizagem e menos no ensino”, afirma Mila Gonçalves, gerente de Educação e Aprendizagem da Fundação Telefônica Vivo. Segundo ela, o professor também experimentará e explorará o potencial de aprendizagem do game, além de poder acompanhar a evolução dos alunos, numa espécie de avaliação contínua, coletando informações de todo o processo, ou seja, o passo a passo percorrido pelo aluno.

Mila explica que não apenas o professor, mas o gestor da escola poderá acompanhar os perfis de todos os alunos, analisando onde avançam e onde encontram dificuldades, e saber qual a performance da escola. “O sistema de aprendizagem Ludz é uma alternativa viável e eficiente tanto para o apoio pedagógico quanto para a gestão”, atesta ela.

As ferramentas

O sistema oferece uma série de ferramentas para o aprendizado e avaliação, como quizes de treinamento e simulado, minijogos, ranking com pontuação, relatório, jornal para comunicação entre alunos e professores e redes sociais, entre outros.  O próprio sistema facilita e orienta o processo didático e autodidático, dentro e fora das salas de aula.

“Vamos avaliar essa metodologia e validá-la para escolhas que a rede pública possa vir a fazer, mas já sabemos que se trata de um sistema de fácil replicação ou expansão”, sinaliza Mila. O projeto piloto acontece entre agosto e dezembro de 2012.

Todas as escolas participantes integram a rede do Parceiros da Educação, são elas: EE Prof. Ennio Voss, do Brooklin, que já integra o projeto Aula Fundação Telefônica; EE Júlio de Mesquita Filho, da Mooca; EE Henrique Dumont Villares, do Jaguaré; EE Daniel Paulo Verano Pontes, do Rio Pequeno; e EE Prof. Odon Cavalcanti, do Ipiranga. A participação no piloto foi feita por adesão e um dos requisitos necessários é ter uma boa infraestrutura de tecnologia e de conectividade. Foi realizada uma formação sobre o sistema para a equipe dessas instituições, bem como um diagnóstico inicial das competências dos alunos que precisam de reforço escolar.

Fonte: Fundação Telefônica Vivo