A Fundação Telefônica, a Vivo e o Programa Rede Jovem lançam hoje a expansão do projeto Wikimapa para 16 comunidades do Complexo do Alemão e adjacências, no Rio de Janeiro. O objetivo é criar um mapa virtual de comunidades de baixa renda, a partir da identificação de locais de interesse público, como hospitais, escolas, comércios, ONGs, praças, quadras esportivas, entre outras, além de ruas informais que ainda não constam dos serviços de pesquisa e visualização de mapas na internet.

A iniciativa, idealizada pela Rede Jovem, programa social da organização não-governamental Solidaritas, do Rio de Janeiro, foi desenvolvida em 2009, ainda em formato piloto, em localidades cariocas. Agora, o projeto se expande com o apoio da Fundação Telefônica e da Vivo. “Além de inserir as comunidades em mapas virtuais, a ideia é estimular a produção de conteúdo pelos próprios moradores, transformando-os em protagonistas de mudança social”, afirma umas das coordenadoras do Programa, Patricia Azevedo.

O Wikimapa, como o próprio nome sugere, é uma ferramenta criada sob o conceito colaborativo e aberta à participação de todos para consulta, edição e mapeamento. Para o desenvolvimento do trabalho, são utilizados um aplicativo móvel desenvolvido pela Rede Jovem, integrado ao mapa virtual (www.wikimapa.org.br) e o conhecimento de quem reside nessas localidades.

Para estimular o uso e apropriação da tecnologia por moradores, a Rede Jovem selecionou e capacitou jovens das comunidades participantes, denominados “wiki-repórteres”, que serão responsáveis pelo mapeamento, utilizando, para isso, smartphones com acesso ilimitado a dados, cedidos pela Vivo, empresa do Grupo Telefônica no Brasil. “O uso dos celulares será possível, pois instalamos antenas na região após a pacificação, para levar serviço de qualidade aos moradores”, frisa Versione Souza, diretor regional da Vivo.

Cada espaço mapeado recebe um adesivo do projeto, sinalizando aos moradores que o local já consta no Wikimapa. “Não queremos fazer um mapa da favela, mas sim colocar a favela no mapa”, complementa Natália Santos, que também coordenada o projeto.

Segundo Françoise Trapenard, diretora-presidente da Fundação Telefônica, o projeto ajudará a levar para os governos municipal e estadual informações que indiquem áreas com carências de atendimento, bem como de equipamentos públicos. “Também vai contribuir para que a empresa identifique pontos em que é possível oferecer ou melhorar os serviços, sem falar na inteligência social que a ferramenta proporciona”, destaca. “Teremos um vínculo maior com as comunidades e um diagnóstico de fragilidades para desenvolvimento de projetos sociais no local”, acrescenta a executiva.

O mapeamento das 16 comunidades do Complexo do Alemão será realizado até dezembro. São as seguintes as localidades envolvidas: Morro do Alemão, Grota, Nova Brasília, Morro da Baiana, Morro do Adeus, Alvorada, Reservatório, Casinhas, Fazendinha, Palmeiras, Vila Cruzeiro, Morro da Chatuba, Matinha, Pedra do Sapo, Canitá e Mineiros.

Fonte: Fundação Telefônica