O ano de 2020 foi, sem dúvida, um marco em todos os negócios. A pandemia e a nova realidade de distanciamento social impactaram todo o mundo e, sem dúvida, exigiram novas abordagens em todos os segmentos. E, quando falamos de voluntariado, também vimos o setor passar por essa transformação. Segundo uma pesquisa da Voluntare, rede internacional de promoção ao voluntariado corporativo, mais de 80% das empresas na Europa e América Latina fizeram adaptações em seus programas, com uma aceitação superior a 90% em relação à novas iniciativas.

Nesse contexto, a Fundação Telefônica Vivo também se reinventou e consolidou o voluntariado digital com uma prática consistente, que contou com a dedicação de mais de 20 mil voluntários, beneficiando 290 mil pessoas em 2020. Utilizar a internet para manter a conexão com o outro, levar acolhimento e trocar informações foi a forma mais segura de seguir em frente com o trabalho.

A principal ferramenta utilizada foi o Game do Bem, plataforma em que foram lançadas mais de cem atividades nas quais os colaboradores dedicaram seu tempo para compartilhar conteúdos, sensibilizar e mobilizar suas redes. A Fundação ainda estimulou ações de crowdfunding e matchfunding, na medida em que as metas estabelecidas fossem atingidas. Doamos mais de R$ 1 milhão em dinheiro para compra de insumos hospitalares e cestas básicas para instituições em todo o País. Outro destaque é o Dia dos Voluntários Telefônica Vivo que, em 2020, se transformou em um conjunto de ações online, com apoio a 64 instituições em 50 cidades e beneficiou cerca de 48 mil pessoas. Realizamos encontros e debates com os temas relacionados à inclusão de pessoas com deficiência, oficinas de capacitação, além de visitas virtuais para acolhimento e troca de experiências com instituições de idosos.

Utilizar a tecnologia a favor do voluntariado nos possibilita mobilizar e impactar cada vez mais pessoas, além de romper as barreiras geográficas conectando pessoas que estão fisicamente distantes. E, por isso, compartilho nossas iniciativas para mostrar que é possível manter a solidariedade e a conexão humana enquanto seguimos os protocolos de segurança e, assim, encorajá-los a também seguir com esta atuação.

 

 

Americo Mattar, diretor presidente da Fundação Telefônica Vivo