A Fundação Telefônica|Vivo está programando uma campanha para marcar o Dia Internacional de Combate ao Trabalho Infantil, neste 12 de junho. Segundo o Censo de 2010, há mais de três milhões de crianças trabalhadoras no Brasil. Por isso, a instituição irá mobilizar as redes sociais para disseminar conteúdos sobre o tema e organizará oficinas de educomunicação com crianças no Parque Santo Antonio.

As oficinas serão realizadas neste dia 06 de junho, em parceria com a ONG Cidade Escola Aprendiz, junto a crianças atendidas pela Casa do Zezinho, no Parque Santo Antonio (zona Sul de São Paulo). No total, participarão 60 crianças com idades entre 7 e 12 anos.

O objetivo da ação é abordar de forma lúdica e interativa conteúdos ligados aos direitos das crianças (Estatuto da Criança e do Adolescente) bem como ao trabalho infantil. Na sequência, as crianças serão divididas em grupos e capacitadas para a produção de minivídeos sobre a temática utilizando celulares. Esses vídeos integrarão a campanha na internet e serão postados no dia 12 de junho, nas redes sociais e na rede Pró-Menino.

Durante toda a semana de 11 a 15 de junho, haverá atividades nas redes sociais para mobilizar a sociedade com relação à data. Por meio da hashtag #semtrabinfantil, será promovido um Tuitaço no dia 12, entre 14h e 16h. Os internautas serão convidados a realizar um ciberativismo pela causa. A campanha a ser desenvolvida pela Internet lembrará as piores formas de trabalho infantil, como a exploração sexual e o trabalho doméstico, e conclamará os internautas a compartilhar as informações e, se for o caso, a denunciar.

O Combate ao Trabalho Infantil é uma das principais vertentes da atuação da Fundação Telefônica|Vivo. A instituição atende diretamente a mais de 15 mil crianças e adolescentes no Brasil e atua no fortalecimento de redes de proteção ao público infanto-juvenil.

Em 2010, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) identificou ao menos 3,4 milhões de crianças entre 10 e 17 anos exercendo algum tipo de atividade remunerada. O número, contudo, pode não refletir a realidade, já que há atividades, como o trabalho doméstico, em que a fiscalização é muito difícil.

Segundo o estudo “O Direito de Ser Adolescente”, publicado pela Unicef em 2011, 4,3 milhões de brasileiros com idades entre 5 e 17 anos exercem algum tipo de atividade laboral. Desse total, 3,3 milhões têm entre 14 e 17 anos. A legislação brasileira proíbe o trabalho formal de menores de 16 anos, exceto como aprendiz a partir dos 14 anos.

Já de acordo com a PNAD, havia 4,3 milhões de crianças trabalhadoras em 2009. Cerca de 123 mil delas tinham de 5 a 9 anos de idade, 785 mil tinham de 10 a 13 anos e 3,3 milhões de 14 a 17 anos de idade. A região Nordeste apresentava a maior proporção de pessoas de 5 a 17 anos de idade ocupadas (11,7 %) e a Sudeste, a menor (7,6 %). Do total de crianças e adolescentes trabalhadores, 34,6% estavam em atividade agrícola e 9,4% produziam para o próprio consumo ou na construção para uso próprio. O rendimento médio mensal de todos os trabalhos das pessoas de 5 a 17 anos de idade ocupadas aumentou de R$ 262, em 2007, para R$ 269, em 2008 e R$ 278 em 2009.

Fonte: Fundação Telefônica|Vivo