Na última quinta-feira (21), um dia antes do encerramento da Rio+20, a Itaipu lançou, no Parque dos Atletas, no Rio de Janeiro, o Relatório de Sustentabilidade 2011 (RS 2011). O documento é um compêndio das práticas que usina mostrou nos últimos dez dias nos eventos paralelos da conferência.

Em vez de papel, o relatório foi entregue em pen-drive aos jornalistas e convidados, seguindo as diretrizes do governo federal de não levar nenhum material impresso para a conferência. Na mesma cerimônia, a Eletrobras, que reúne as empresas do setor elétrico, entre elas a Itaipu, também lançou seu relatório de sustentabilidade.

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O lançamento dos dois documentos ocorreu na mesma semana em que a presidente da República, Dilma Rousseff, conclamou as empresas a integrar informações de sustentabilidade em seus relatórios corporativos.

O relatório, que é publicado voluntariamente pelas organizações, inclui informações gerais sobre gestão empresarial e indicadores específicos sobre a relação com os trabalhadores, a sociedade, o meio ambiente e o seu setor de atuação, que, no caso de Itaipu, é a área de energia elétrica.

O RS 2011 da Itaipu apresenta informações gerais de forma binacional – a usina pertence ao Brasil e ao Paraguai – e detalha as ações desenvolvidas na margem brasileira. O RS 2011 é o mais completo relatório já publicado pela empresa, pois segue a metodologia GRI 3.1, a mais atualizada da Global Reporting Initiative.

Segundo a assessora de Responsabilidade Social de Itaipu, Heloisa Covolan, além de seguir à risca as orientações, a Itaipu ajudou a formular, no documento, os indicadores sobre equidade de gênero. “O lançamento do relatório aqui na Rio+20 nos ajuda a mostrar que tanto a Itaipu quanto a Eletrobras estão cumprindo tudo aquilo que estamos falando em nossas apresentações”, disse o diretor-geral brasileiro de Itaipu, Jorge Samek.

Ele explicou que o relatório reúne informações sobre as ações de desenvolvimento sustentável da Itaipu Binacional nas dimensões econômica, social e ambiental.  E complementou: “Não podemos, de forma alguma, permitir que este processo todo sobre sustentabilidade se transforme apenas num belo discurso, num verniz, numa maquiagem”.

Ações e prática

Nos últimos dez dias, Itaipu apresentou, nos eventos paralelos à Rio+20, as diversas práticas que adota em relação à sustentabilidade. Entre elas, projetos como o do biogás para transformar dejetos da agropecuária em energia; as ações de recuperação das microbacias da Bacia do Paraná 3; o veículo elétrico; e o programa de incentivo à equidade de gênero, entre outros.

A assessora de Responsabilidade Social de Itaipu, Heloisa Covolan, destacou a representação de diferentes públicos (os chamados stakeholders) na elaboração do relatório. Para a elaboração do documento, foram realizados seminários com especialistas, e consultados os parceiros de Itaipu, entre eles os que atuam no Programa Cultivando Água Boa, e o público interno – cerca de 60 empregados de várias áreas e níveis hierárquicos da empresa.

“Nossa intenção com o público interno é mostrar que todos têm responsabilidade com a sustentabilidade empresarial, mesmo quem não trabalha diretamente em programas socioambientais”, explicou Heloisa.

Eletrobras

O superintendente de comunicação da Eletrobras, Luiz Augusto Figueira, elogiou o avanço de Itaipu no que se refere a reportar suas práticas de sustentabilidade. Desde o RS de 2008, a holding segue a metodologia GRI e está sugerindo que todas as empresas do grupo façam o mesmo.

Para Figueira, ser transparente para o mercado é uma prática inevitável, e isso é possível com os relatórios de sustentabilidade. “É inadmissível que empresas de grande porte ainda não tenham ações de sustentabilidade integradas em seu core business (negócio central da empresa, em inglês)”, concluiu.

GRI

A GRI desenvolve a metodologia de elaboração de relatórios de sustentabilidade que pode ser adotada por todas as organizações em qualquer parte do mundo. É a mais abrangente estrutura para relatórios de sustentabilidade, proporcionando maior transparência organizacional.

A Itaipu publica seus relatórios desde 2004 e desde o de 2007 – publicado em 2008 – utiliza as orientações da GRI como referência. O RS2011 manteve-se como nível A+ confirmado pela própria GRI. Além disso, o relatório foi submetido à asseguração externa independente, que não apresentou ressalvas.

De acordo com Gláucia Térreo, da GRI Brasil, cerca de cinco mil empresas no mundo reportam suas práticas sustentáveis. Ainda é pouco em relação ao número total: 82 mil multinacionais e 45 mil empresas listadas nas bolsas de valores. “Mas há uma tendência forte de registro das práticas e isso já vinha ocorrendo mesmo antes da Rio+20”, finalizou.

Fonte: Itaipu Binacional